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Sobre a derme de agora

O corpo é a primeira morada do homem e da mulher. Cotidianamente, nos desincorporamos para vivermos (n)os lugares que nos atropelam, nos convidam e nos ignoram. Somos camadas tecidas por encontros e desencontros, dentro e fora da gente. Aprendemos a existir, confiamos em nossa matéria e nos abrimos ao outro e, logo, desaprendemos a ser. A pedagogia da vida amadurece nossa epiderme e a envelhece.
Somos feitos e nos desfazemos, diariamente. A alma grita, o corpo ouve; a cidade nos toca, o corpo se excita; o interior transborda e chega à superfície, unindo corpo e alma, num só gesto. A derme é a síntese dessa dança. É rizoma, porque flexível e descompassada, pronta para assumir direção alguma, neste mundo repleto de rotas pretensamente conhecidas.
Sobre a derme de agora é um registro das raízes que nascem e crescem em direções confusas, mal ou quase nunca percebidas. É uma tentativa, um recomeço, uma fotografia da paisagem em movimento. Ademais, uma renúncia ao todo, à estrutura, à forma, e um convite ao nada. Ou quase isso.

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