Isto que me rói feito um verme
Em Isto que me rói feito um verme, temos um conjunto de contos que partem de acontecimentos banais para alcançar uma análise sensível e original da condição humana e da realidade à nossa volta, numa perspectiva que transcende tempo e lugar, atingindo dimensões universais. Com ironia refinada, ternura salpicada nas entrelinhas e uma lucidez por vezes amarga, o autor desafia o(a) leitor(a) a uma experiência singular. Impregnada de vastas referências filosóficas, literárias e históricas, sua escrita compõe um mosaico de múltiplos significados sobrepostos. A obra diverte, questiona; por vezes incomoda, ou mesmo causa estranheza e inquietação. Das páginas, surge uma galeria de tipos humanos marcantes, que transitam do nobre ao ridículo, do trágico ao cômico. Os recursos da língua portuguesa, especialmente o vocabulário sóbrio e original, são manejados aqui com requinte e perspicácia, complementados por elementos intertextuais explícitos e subentendidos. Assim, nada nesta obra é por acaso. Tudo contribui para a criação de uma rede de sentidos, cuja arquitetura interna exige do(a) leitor(a) um olhar atento, entrega e cumplicidade.






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